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Tópico 3: Aspectos gerais da presença dos jesuítas no Brasil Colonial:

 

Entre 1549 e 1759, os missionários atuaram nas cinco regiões do Brasil: Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Deixaram um legado cultural, social e material importante: fundaram inúmeras cidades; desenvolveram a economia local; construíram monumentos que hoje constituem o Patrimônio Histórico do Brasil; e produziram saberes no campo da política, da religião, do Direito, das Artes e das ciências. Algumas das obras produzidas pelos padres são consideradas as primeiras do nosso país.

Mas, afinal, os jesuítas foram heróis ou vilões da colonização?

Os jesuítas são vistos por muitos pesquisadores como os bastiões dos povos indígenas, como também os precursores da Educação e da cultura letrada em nosso país. Seriam, nessa perspectiva, os construtores da “civilização” em nosso país. Por outro lado, os padres são vistos também como agentes promotores da aculturação dos indígenas, portanto, de desestruturação das sociedades nativas. Também pesa sobre eles a omissão em relação à proteção dos africanos e seus descendentes que viveram no Brasil na condição de escravos.

Isso quer dizer que os jesuítas não podem ser vistos nem como heróis nem como vilões. Devem ser vistos apenas como importantes protagonistas da nossa história e suas ações precisam ser conhecidas e pensadas de maneira crítica. O essencial é respeitarmos as formas diferentes de se interpretar o papel que desempenharam na construção do Brasil.